É o que revela o recém-lançado Bananas Music Trends 2025, relatório da agência Bannanas Music, que traça o cenário atual e futuro do consumo musical. A pesquisa aponta como a música, impulsionada por tecnologia, hiperpersonalização e experiências imersivas, se tornou uma ferramenta estratégica — tanto para o usuário quanto para o mercado.

Geração Z: o som de um mundo sem fronteiras

Nascida entre meados dos anos 1990 e início dos 2010, a Geração Z é a primeira inteiramente moldada pela cultura digital. E isso reflete diretamente na forma como consome música: 86% dos jovens brasileiros afirmam ouvir músicas ou podcasts para conhecer culturas e experiências diferentes, e 72% declaram gostar de ouvir música em outros idiomas.

Mais do que entretenimento, a música tornou-se um portal para o mundo. E, para as marcas, esse dado representa uma enorme oportunidade: falar com essa geração é também dialogar com seus valores — diversidade, globalidade e autenticidade.

 Como aproveitar essa tendência:

Parcerias com artistas locais podem criar uma ponte entre identidade regional e alcance nacional/global.

Ativações multiculturais em eventos, festivais e campanhas tornam a marca mais relevante e conectada às vivências do público.

Inteligência Artificial e o novo som da personalização

A revolução tecnológica transformou o modo como ouvimos, criamos e interagimos com a música. Entramos em uma era onde a inteligência artificial, a personalização baseada em dados e as experiências imersivas não são mais diferenciais, mas parte essencial da jornada de consumo.

Ferramentas como o Spotify DJ AI, por exemplo, já entregam trilhas sonoras adaptadas ao histórico e ao humor do usuário. E soluções como Google Music FX e OpenAI Jukebox permitem que qualquer pessoa crie música de forma automatizada — o que amplia possibilidades criativas e levanta novas discussões éticas e jurídicas.

Na prática, 90% dos consumidores estão dispostos a compartilhar dados comportamentais com marcas, desde que isso traga mais facilidade e personalização no processo de compra (fonte: SmarterHQ). O dado reforça um ponto-chave para o varejo: a personalização não é só uma tendência de marketing — é uma exigência do consumidor digital.

Para as marcas, isso significa:

– Aproveitar dados de comportamento para entregar trilhas, campanhas ou experiências sonoras customizadas.

– Criar ambientes físicos e digitais com experiências gamificadas, projeções imersivas e camadas sonoras adaptáveis, aproximando o público por meio da emoção e da memória afetiva.

Música + tecnologia = novas formas de engajamento

A fusão entre físico e digital — também chamada de experiência phygital — abre espaço para uma nova forma de viver a música. Em festivais como o Worlds Away, realizado na Califórnia, a integração de grafite digital, caça ao tesouro em realidade aumentada, salas imersivas e merchandising virtual levou a jornada do público para outro nível. Um exemplo de como a interatividade em tempo real, somada à tecnologia, transforma música em presença de marca.

Na likeawe, acreditamos que a realidade aumentada é uma das principais pontes para essa nova conexão. O uso estratégico da RA pode transformar espaços comerciais, eventos ou pontos de venda em verdadeiros palcos de experiências musicais, visuais e personalizadas.

Como isso se traduz em oportunidade para o varejo:

– Criar ativações sonoras imersivas com RA e IA em ambientes físicos.

– Usar trilhas adaptadas ao perfil do consumidor para gerar mais conexão emocional e lembrança de marca.

– Posicionar o negócio como um espaço onde cultura, inovação e consumo caminham juntos.

Música como diferencial competitivo

A música está cada vez mais integrada às estratégias de branding. Marcas que compreendem isso estão um passo à frente: não vendem só produtos — criam atmosferas, sentimentos, conexões. A pesquisa da Bannanas Music mostra que a hiperpersonalização e as experiências imersivas não são o futuro, mas o agora. E que a Geração Z valoriza marcas que compartilham seus valores, propósitos e buscam inovar nas formas de se comunicar.

Em um mundo onde a atenção é disputada segundo a segundo, oferecer experiências sensoriais, interativas e personalizadas pode ser o que vai diferenciar sua marca nos próximos anos.

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