Em 2025, diversas redes de varejo nos Estados Unidos estão planejando fechar centenas de lojas. É uma mudança que revela mais do que apenas ajustes comerciais: estamos diante de uma transformação profunda no papel do varejo físico nas cidades — e, por consequência, na vida das pessoas.

Segundo especialistas, os motivos vão desde o crescimento das compras online até pressões econômicas e mudanças no comportamento dos consumidores. Mas o que acontece quando boa parte das lojas de rua desaparece?

Redes estão encolhendo — e os números impressionam

  • Macy’s deve fechar 150 lojas em dois anos, acelerando o processo em 2025. A principal razão? Queda nas vendas e pressão sobre a classe média.
  • Jo-Ann planeja fechar 500 de suas 850 lojas. A rede enfrenta dificuldades financeiras e queda no tráfego de clientes.
  • Party City está em liquidação e já fechou cerca de 700 unidades após sucessivas falências.
  • Big Lots reduziu quase 600 pontos de venda, pressionada por grandes concorrentes e menor consumo.
  • Walgreens e CVS Health fecharam centenas de lojas nos últimos anos. Ambas buscam se adaptar ao novo perfil de consumidor e ao crescimento das farmácias digitais.
  • Family Dollar encerrou mais de 700 unidades em 2024, atingida pela retração em regiões rurais e pela competição com redes de baixo custo.

Esses dados são parte de um movimento que já ganhou até nome: Retail Apocalypse (apocalipse do varejo).

Mas… e se todas as lojas de rua fechassem?

A pergunta pode parecer exagerada, mas serve como provocação: o que perderíamos se todas as lojas físicas desaparecessem?

Mais do que pontos de venda, lojas de rua são pontos de encontro. Elas compõem o cotidiano das cidades — seja para um café rápido, uma conversa com o atendente, uma descoberta inesperada numa vitrine ou um passeio despretensioso.

Se todas essas portas se fechassem, perderíamos:

  • Espaços de convivência fundamentais para a vida urbana.
  • Milhares de empregos diretos e indiretos, especialmente em comunidades mais vulneráveis.
  • Experiências sensoriais e relações humanas que não podem ser substituídas por algoritmos.

O varejo é mais do que comércio. É cultura, é comunidade.

Na Likeawe, acreditamos que o desafio do varejo contemporâneo não é eliminar o físico em nome do digital — mas unir o melhor dos dois mundos.

A tecnologia precisa facilitar, ampliar e qualificar a experiência de compra, sem apagar o valor dos encontros presenciais. Por isso, nossa missão é transformar a maneira como pessoas e marcas se conectam, preservando o calor humano e a força das ruas.

A funcionalidade WeHere, por exemplo, permite que qualquer pessoa poste uma foto no espaço urbano em realidade aumentada, resgatando o senso de presença e pertencimento. Já o WeMatch conecta quem procura com quem oferece, valorizando o comércio local de forma prática e inteligente.

O futuro está na combinação

Acreditar no futuro do varejo é reconhecer que inovação e tradição podem caminhar juntas. Que apps e lojas físicas não precisam competir, mas se complementar. E que cidades vibrantes dependem de negócios vivos, que ocupem o espaço, criem vínculos e gerem valor real — para todos.

É assim que vemos o papel da Likeawe: ser ponte entre tecnologia e afeto, entre conveniência e convivência.
Porque a cidade só pulsa de verdade quando a gente caminha por ela com os olhos atentos e o celular apontado para o futuro.